Loucura

a moça de azul e sorriso e sandálias que vai além da praia

A música que sai é e não é
entra e sai pondo livros de volta na estante e na mesa.
A existência volátil da nota vazia se mistura ainda
como sangue em leite, desfazendo-se perante o futuro.
O passado, velho triste que caminha em círculos
fecha os pesados olhos claustrofóbico.
Ela se faz sensível como veludo ao toque de verdade
dança flutuando sobre tábuas enfraquecidas
seu perfume irresistível de profundo silêncio embriaga o estupefato
&nbsp &nbsp &nbsp presente.
Toda a sala, repleta de corredores, demole-se num campo verde

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