Anarquismo

Linhas anarquistas nas Escrituras: um compêndio sobre anarquismo cristão, parte 3 (de 5)

Artigo de autoria de Mark Van Steenwyk[Inglês]

Para a maioria dos cristãos, existe um grande motivo para rejeitar o anarquismo: ele não é bíblico. Ou é? Uma leitura superficial da Bíblia revela um Deus que se auto-define como uma espécie de Rei-guerreiro, sanciona genocído promovido pelo estado e promove uma dinastia de reis santos, como o Rei Davi. Quando Jesus chega, vem para começar um Reino de Deus que, aparentemente, se contenta em co-existir com um reinado terreno. Na verdade, o próprio Jesus diz: "dai a César o que é de César", e Paulo exorta os cristãos a serem bons súditos às autoridades governantes. Portanto, Anarquismo cristão é uma contradição em termos, certo?

Vestígios anarquistas na História da Igreja: um compêndio sobre anarquismo cristão, parte 2 (de 5)

Artigo de autoria de Mark Van Steenwyk

No artigo anterior, tentei oferecer algumas definições introdutórias de "anarquismo" e de "cristianismo" - ambos demasiado complexos para serem definidos. Este, portanto, traz alguns desafios ao se apresentar uma descrição simples de "anarquismo cristão".

Na parte 2, vou brevemente traçar aqueles movimentos cristãos históricos que expressaram um "impulso anárquico". O que se segue não é de forma alguma exaustivo. Meu objetivo é compartilhar à respeito deles para mostrar que Graeber está certo: "os princípios básicos do anarquismo - auto-organização, associação voluntária, auxílio mútuo - se referiam a formas de comportamento humano que eles acreditaram existir por tanto tempo quanto a própria humanidade."[1] A História Cristã tem uma série de exemplos que demonstram o impulso anárquico e isso se torna interessante para observar as características comuns entre estes grupos. Note que, para a maioria deles, as tendências anárquicas de cada grupo estavam entrelaçadas com suas próprias convicções teológicas. É importante perceber que há algo profundamente incompleto quando imaginamos um anarquismo cristão que simplemente "gruda com chiclete" o cristianismo e o anarquismo de alguém. Não é somente possível, mas (acredito) necessário ter um anarquismo que flui a partir da espiritualidade pessoal (ou, talvez, vice-versa).

Uma divina impossibilidade: um compêndio sobre anarquismo cristão, parte 1 (de 5)

Artigo de autoria de Mark Van Steenwyk, traduzido por mim.

De forma geral, a Jesus Radicals tem como objetivo explorar a intersecção entre o cristianismo e anarquismo. A maioria das pessoas acha que tal combinação é impossível (ou é uma ilusão). Também seria um engano pensar essa combinação como uma mera novidade. A maioria das reações negativas a esse diálogo é fruto de mal-entendido. A maioria das pessoas pressupõe que anarquismo é algo para jovens enraivecidos que desejam o caos e a desordem. Outras pessoas pressupõem que o cristianismo é (e sempre foi) dominação. Ambos são infelizes estereótipos que, apesar de encontrarem alguma base na realidade, são rejeições demasiado simplificadas e grosseiras (apesar de que, justiça seja feita, é mais fácil encontrar evidência da opressividade do cristianismo do que da imaturidade desordeira do anarquismo).

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