Liberdade é amar como se o mundo hoje terminasse sem que sua própria vida fosse importante

Humanos...

A Ponte

"Eco, eco, eco".

Brincava o menino próximo ao precipício. Era uma fenda que descobrira à pouco. Nem podia ver direito o fundo dela. Era bem grande e não podia contorná-la também. Logo se cansou do eco, e passou a observar com curiosidade o outro lado. Era parecido com o seu lado, com diferenças em alguns detalhes. Às vezes os detalhes eram tão marcantes que parecia outro mundo. De repente, notou a existência de algo que se movia, gracioso. Olhou melhor, e viu que era uma menina. Acenou para ela, e ela logo retribuiu. Já estava observando-o anteriormente.

"Olá!"

Mais Madredeus...

Um Raio de Luz Ardente

És um raio de luz
Na minha vida
Um pequeno e bom raio de luz
Na minha vida
E essa luz clara e branca que tens,
é que ilumina
Todos os passos que me levam até ti

És mais quente que o sol
Quando amanhece
Brilhas mais do que as estrelas do céu
Quando anoitece
E esse raio de luz que tu és
Nunca se esquece
De iluminar cada momento para mim

Abraçar-te por fim
Por muitos anos
Devolvendo à realidade o que sonhámos
Desejava dedicar-me assim
Por muitos anos
E nunca mais renunciar a este amor

Parênteses

Ao ler os relatos de uma jovem amiga pedagoga, com relação às experiências de ensinar a arte da escrita à crianças, me deparei com uma surpresa. Crianças quase sempre escolhem como forma de escrever a poesia ou a "contação" de histórias. Será por serem formas simples? Ou será que são intuitivas? Não sei o porquê, mas o engraçado é que, no momento que li isso, rapidamente me liguei que o Ciudad está 80% tomado dessas duas formas (e uma terceira, o desenho, que também é ferramenta bastante recorrente dos jovens aristas).

O Peso das Cortinas

Toque o piano...
Mova as notas por sobre os ombros
O que me toca me intriga hoje
A emoção é um estranho imprevisível

Posso fugir dela, e o faço
Mas não tardo encontrá-la
Pois abandonar não quero.

Não há nada explicado
É o fim de um ato
É o interlúdio da peça

Fica no ar, ao vento
Todo pólen de sentimento
Porque não sei de onde ou mesmo porque.

Faz-se e desfaz-se em sorriso
Saudade da memória,
Chuva e coração
Triste momento de indecisão

E não vejo nada além do véu
que o tempo me colocou
A escuridão amedronta

Mais flashes...

Pra alguém com tanto gosto pra artes visuais, falta imagem neste blog, não acham? Bom, seguem alguns rascunhos à mais da nova versão de Esperanza, minha futura HQ (daqui uns 10 anos :P)

Depois uma tirinha do meu personagem favorito de tirinhas... Vale à pena. Tenho uma coleção antiga em algum lugar em Jundiaí, se tiver tempo um dia escaneio toda ela.

Uma outra segunda-feira ...

... por ser parecida com um sonho, às vezes os dias se repetem na Ciudad, e os sentimentos são recorrentes... O dia relatado anteriormente reacontece...

O dia hoje é de início do resto... Um dia de tristeza, mas um dia de esperança, pois a vida continua...

Mesmo assim, o porto estará aberto, se a brisa resolver soprar algum dia...

Um ano...

O menino fitou o calendário, confuso... "Droga, é hoje"... Nem bem engoliu seu café da manhã após a longa noite de sono, vestiu sua camisa listrada azul e branca, deu uma arrumada nos cabelos, calçou as sandálias novas, e saiu correndo para a rua.

"Hoje é dia de festa"

Cegos na estrada

Na beira do caminho, ali depois de Jericó. Estamos por ali, sentados, à mendigar. Somos cegos pelo caminho, carentes de tudo. Não podemos seguir adiante, pois tropeçaremos no primeiro abismo.

Mas apuro os ouvidos. Uma multidão segue pela estrada. E falam de alguém. Eu sei quem é, é quem esperei a vida toda, a única esperança que me mantém vivo. Esse é o momento. Só ele pode. E estamos a chamar e gritar: "Filho de Davi, tenha pena de nós!"

Revolta do Meio-Dia

Ninguém vive a poesia
é perigosa
O homem a teme
É uma voz poderosa
Indomável, porém tênue
Incertas na ventania
as nobres aventuras
Do que resolver um dia
Subir com ela às alturas

Não,
Prendam-na!
Sufoquem-na em meio as melodias contra o tédio
Matem-na nos livros empoeirados e papéis sujos
Seu lugar é no último sucesso à ser ouvido na rádio
Nunca passará de um pardal à cantar nos ouvidos surdos
Aquela que escapar, que seja caçada
Pelos arpões da inveja e da falsidade
Ridicularizada e caluniada, ainda que cansada
Que seja sempre utopia, e nunca realidade
Que seja somente indistinguível melodia
Que nunca seja ouvida de verdade
Que fique longe da forte luz do dia
Que seus libertadores sejam escória
Sejam apenas sonhadores lunáticos
Ou tolos...

A humanidade teme a poesia
a mensagem, o verbo
Quer enclausurar as forças
que em suas músicas
impetuosas
denunciam
As monstruosidades
Do tenebroso mundo do homem.

Mas os loucos
e apaixonados (irremediavelmente)
Mesmo que roucos
Vão gritar com toda voz de sua mente
Talvez alguém ouça sua mensagem
E talvez, no fundo do cesto
Ainda reste uma semente de passagem
Para escapar do resto...

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