Quarta-feira das cinzas...

Dia de descanso, do corpo. O acampamento da igreja, mais do que qualquer coisa, me fez sentir parte desse grupo de pessoas, que cada vez mais percebe sua aventura na Terra. Lutarei com minha força, me cansarei, usarei o ódio como espada, e ferirei com minha ingratidão. Sem valor, independente de Deus, virarei o rosto para o leão, e renunciarei a valentia. Ainda assim, a marca jamais perderei, e seguiremos nosso caminho pedregoso, fingindo ser quem não somos, mas sabendo que seremos. Laços cada vez mais fortes nos únem, nos fazem um. É bom saber que tem gente que nos inspira com sua transparência, como o Tio Afa. "Você pode me chamar de sonhador, mas eu não sou o único"(Lennon). Gente que cresce por dentro, sem ninguém ver, e floresce surpeendentemente, lembrando-nos que enquanto fugimos da responsabilidade, Deus trabalha mesmo assim. Nosso quarteto da sorveteria, e muitos outros. Espero que continuem crescendo, continuem reformando a si mesmos e uns aos outros (me incluindo nesse processo). À todos:

"Como arroz e feijão, a perfeita combinação, soma de duas metades. Como arroz e feijão, que só se encontram depois de abandonar a embalagem. Mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem? Me jogo na panela, pra nela eu me perder. Me sirvo à vontade, que vontade te vos ver. O dia do prato chegou, é quando eu encontro vocês, nem me lembro que foi diferente. Mas assim como veio acabou, e quando eu penso em vocês, choro café e vocês choram leite." (Fernando Anitelli, modificado)

E pra terminar, uma poesia que saiu ao observar um pardal perto de mim no "Bom Dia, Espírito Santo"...

Canta o pequeno pardal
Conta aos quatro ventos
As aventuras deles
Ao invés de viajarem pelo mundo
Abriram as portas
Do perigoso castelo
Que em cada montanha
Do ser humano
Jaz imponente

Feliz o que arrisca tudo
Para limpar o coração
E de castelo em castelo
Caminhamos maltrapilhos
Conhecemos mundo
Sem ir além de nossos vizinhos
Caminhamos sem saber o caminho
Só seguindo o facho mortal
Que deixamos nos invadir
Refletindo por todos os cantos
Chutando as banquetas
Que nos serviam de apoio
E que disseram outrora
"Te levarei ao céu"

Um grande abraço, já sinto saudades de todos... Em breve nos veremos...