O vírus da humanidade

Em tudo estrutura
faz-se de aço e silício
com tal estatura
é a humanidade um vício

Sem rima o verso
ou ritmo e categoria
Não se reza terço
e de narcótico e puro ópio se faz a alegria

Que paz, senão a omissão
reserva-nos sem lágrimas o edifício
Desconstrói o medo e a culpa
mas destitui a graça e a leveza

Não, já não quero essa taxonomia
me canso de ser usuário ou nome científico
Eu não quero o procedimento

A síntese sim, em tese
não redução de palavras
Seria eu feito de letras
já cansadas de não expressar?

vazio...

O homem se recria
O homem se recolhe
Seu vírus é ser homem
sem querer ser
O deus do homem nasce morto
e só resta ao lúcido atirar-se

There must be another way...

--

Mais coisas antigas saindo da gaveta...
[1] Structure: Leia o comentário do artista, principalmente a última linha.

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