O sorriso aliviado da despretensão

A gente nunca pensa o que tem para se pensar
e só de pensar em tudo o que se tem pra pensar
a gente vai e senta pra escolher o que dispensar

Olhe e não entenda,
sorria e chore,
sempre dependa
Sem poder,
preso à senda
Ainda livre pra viver

Ainda bem que só quando se pensa
é que se sabe não ter pensado
e no fim a ceia de hoje vai ser a mesma
todos somos cúmplices
antes e depois da quaresma
Só um bando de mendigos de sorte
por ter mais que entendido a morte

ainda preciso reler, e reler,

ainda preciso reler, e reler, e reler e reler. e quem sabe pensar.