Fotografias Anti-Estáticas

Os olhos viraram pra dentro
vermelhos, cansados
toda escuridão e barulho
todo chão à frente, longe e cinzento

Já não há esforço nos pés
não sabem qual direção

Todas as respostas, azuis
sobrevoam o mar infinito
fazendo-se questões de abismo
insolúveis, irremediáveis.

Os impostos, a lei
o homem e seu sábado
sábado de espigas e pães
uma luz sobre o mistério

E aquele que erra,
constantemente, perdido em mil encruzilhadas
sabe o que é, ou não
só conhece a distância, escura, imensurável

Incurável deve estar, impossível deve ser...
Todas as gaivotas morrem eternamente em vermelho

E eu?
só ouço uma voz, conhecida...
e me entendo nas teias do amor,
pois os justos, de olhos externos, não ouvem

As folhas de outono sobem suaves,
pois em tudo já brilha o Sol de sempre.
sou convicto da minha erosão
rei assumido de terra seca, contaminada, e estéril...

E de nuvens cinzentas de lágrimas
vem o cheiro estranho dos mistérios do deserto

As sensações convergem na praia,
onde a lei da alma se embate em ondas ferozes
com aquilo que lhe dá sentido

E a voz vêm da brisa, além-mar
simples, gota de luz e milagre,
chama...

E eu?
Sou um punhado de nada com um pingo de sentido...

A mensagem, a mensagem...
venha comigo tenho boa comida em casa.

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