Flores

Texto de 18 de janeiro de 2012

Estou cultivando minhas próprias flores. Cuido da terra, visito-as diariamente, observo seu crescimento, se o solo está úmido. Olha, uma folha nova! Puxa, as formigas não as deixam em paz. Como crescem as ervas daninhas ao redor.

Estou aprendendo mais a amar. O poder de argumentar não serve para criar flores. Aliás, nada substitui o cuidado diário. Poderia pagar alguém para fazê-lo, mas daí não seriam minhas flores. Onde estaria minha relação com elas? Deixar para depois, também não é possível. Reclamar com elas que não cuidam de mim? Não tem sentido.

Sigo aprendendo, me humilhando, pois embora cuide delas, nem a terra que as firma, nem a água que as sacia, nem o Sol que as alimenta, nem a vida dentro delas, são meus. Assim sou, um mordomo cujo serviço a ser prestado é o amor.

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