Eu e o Resto Do Mundo ou O Fabuloso Mundo Desconhecido do Amor ou Muita Chuva Lá Fora

Tem algo que eu quero escrever. Algo sobre amor. Sobre como quando, em consciência maior de sermos íntimos de outro, experimentamos a grande ignorância nossa à respeito do amor. Não, melhor, ignorância à respeito de como amar. Porque não somos à esse ponto ignorantes à respeito do amor. É precisamente por conhecê-lo ou pelo menos saber de sua existência, e de uma forma irracional, sensorial ou instintiva, ter noção da absurda distância entre nós e ele, distância maior que saudade, humanamente intransponível, seja por razão, obra, sentimento, é que podemos ser conscientes da nossa ridícula incapacidade de amar. Não o amar bobo, apaixonado, queridinho. O amar ativo, universal, grande demais para ser compreendido. Curioso também que à medida que se tem essa consciência cresce a vontade de um dia amar, só um pouco pelo menos. Pela própria natureza desse amor, não se pode querê-lo inteiro. Na verdade não se pode querer nada. Em si, isso já nos aproxima dele. Dada nossa infinita distância, só se pode enfim ser querido por ele. Ele nos quer, e de alguma forma isso nos dá paz, mesmo que seja só um dedo dele a nos tocar. E experimentamos a maravilhosa libertação de seres auto-incapacitados de amar, e consequentemente de viver. Deixamos todo esse peso humano ao transpor o abismo entre o mero existir e o sublime viver.

Eu quero escrever alguma coisa sobre o Domingo de Ramos, sobre lavradores maus e a pedra que se tornou a mais importante, alguma nuance nas loucas divagações de Clarice Lispector e mais um pensamento consolidado e profundo de Dostoiévsky. Quero transcrever um diálogo que ocorre, ou ocorreu, ou ainda ocorrerá, entre eles e o menino, sob curiosas observações do poeta e entre piadinhas alegres do bárbaro. Essa grande confusão me deu uma suave noção, por um eterno momento, de que falam todos a mesma coisa. Só uma ilusão por ser eu tão irracional às vezes? Pode ser, mas hei de ser perdoado, pois é em busca do amor-verbo.

Não é que, em meio às besteiras que faço e penso e que me voltam a mente, isso que eu vi tenha ido embora ou se desfeito. É só que é algo vivo, e como tal, não se submete. Sou eu, que não sei amar e não tenho vida, que me submeto, pelo menos hoje.

PS.: O título original foi filtrado para se ater aos padrões de decoro.

Eu e o Resto Do Mundo. Isso

Eu e o Resto Do Mundo. Isso remete a uma escrita introvertida que se tenta fazer visível. Assim como as muitas chuvas lá fora. Sempre achei que chovia pq eu tava triste... ^-^... e me alegrava ver o arco-iris que se formava depois. Isso me mostrava como as coisas são maiores do que pensamos. E dela só vivemos um pouco, na verdade só observamos e tentamos apreender o instante na tentativa que ele não se vá. Mas o arco-iris sempre se desfaz. Somos pequenos perante o mundo, queremos sempre alcaçar o céu. Não sei pq isso acontece com a gente. Mas conseguimos em alguns milésimos de instantes alcançar as coisas grandes. Afinal, sempre tenho q sensação que elas estão dentro de nós. É só lá e cavar!Mas, e, se ansiamos por isso, não faria disso viver um pouco esse amor?! Ao menos vivemos um milésimo com a consciencia da existencia...(feliz por ter colocado meu recadinho como pessoa amada ^-^. Amo vc!)

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