Deserto

Do pardo e árido cinza
arenoso e granular bege
que no horizonte embate-se
com o profundo e super-sereno
azul-infinito perdido
se cansaram meus olhos

Mas ainda há
o que ver, o que ouvir
o que dizer em meio à dor
o consolo, talvez amor

E eis que escuto suaves melodias
envoltas em saudosas harmonias
tristes brincalhonas no sótão
a remexer ferramentas enferrujadas
brinquedos esquecidos da verdade

Ah não, não é simples assim
(ou será que sim?)
Não tem sinal de fumaça
de batalha pra lutar
A vontade é de sair correndo
mas o dicromo não tem saída
Não agora
É tão somente a hora
de reconhecer...

nhai que lindo. Não sei se

nhai que lindo. Não sei se foi pq me reconheci... estou num tempo de reconhecer tbm... ^-^poesia linda, concisa e suave.bjus meu grande amigo. Saudades imensas.

reconhecer já é um passo

reconhecer já é um passo fundamental. Um passo grande e fundamental.Abraço, meu caro...

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