Boa noite

Cansei de tentar me convencer
parece que a vida têm sido isso
insistir por não crer nas coisas
se por um lado tenho fé
por outro nunca a conheci.
Faço tantas vezes para me ver
mas no fazer encontro a verdade
não pelo meu esforço.

Todo santo dia é santo
cada vez mais chão sagrado
a vida e tudo que nela há.
Me canso de brigas, mas me revolto
revolto-me contra a maldade
tantas vezes em mim mesmo.

Eu, que sou orgulhoso
indiferente, egoísta, contraditório...
Eu sou a contradição!
Um problema a ser resolvido!

e quem senão Deus para me equacionar?
quem senão o homem para me dar a mão?

Não escrevo mais muito
sou um poema ambulante
nos altos e baixos
me cobro produção artística
me sinto em paz na guerra.
Viro e me reviro
quero mudar o mundo!
porque não consigo mudar eu (a mim) mesmo.

Sou covarde
não faço o que planejo
discurso para o espelho
brigo com meus inimigos imaginários.
Sou uma derrota ambulante
mas mesmo assim eu venci
sem ser forte, ou grande
eu sou um vencedor!
Mas sou o menor deles
e nenhuma glória me é dada
tampouco a quero.

Eu só quero paz!
Só quero o céu azul
um dia as nuvens vão passar
gosto do seu cinza
mas o seu tempo passa
estarei pronto?
Para deixar tudo?
Devo morrer portanto
estou morto, não existo!
Mas o sopro está em mim
como um grande rio.
Sou um grande rio!
não existo, mas quem pode me ignorar?
vou-me embora, não decido
Adeus e boa noite.

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Faz tempo que não publico, estou atrasado... Bom, segue essa crua reflexão meio desvairada e apimentada de convicção.

Eu gostei da crueza. Tornou a

Eu gostei da crueza. Tornou a identificação bem rápida.